Memorial Descritivo Arquitetura: 9 Itens e Modelo

Mesa técnica com projeto arquitetônico, capacete e escalímetro usados na redação do memorial descritivo arquitetura

Atualizado em 07/10/2026 · 19 min de leitura

Memorial descritivo arquitetura é o documento escrito que acompanha o projeto de um imóvel e explica, em palavras, aquilo que o desenho não consegue mostrar: de que material é cada piso, qual tinta vai na parede, como são as esquadrias, que solução foi adotada para o telhado e quais normas o projeto atende. A planta diz onde fica a parede. O memorial diz como ela é feita e com o que é acabada.

Quem pesquisa memorial descritivo arquitetura costuma estar em uma de três situações: precisa entregar o documento na prefeitura junto com o projeto, vai contratar uma obra e quer um contrato sem margem para discussão, ou é estudante e precisa entender a estrutura. Este guia atende as três. Você vai ver os itens que o memorial reúne, um passo a passo, um modelo de memorial descritivo residencial com tabela de acabamentos, as diferenças para reforma, o que muda em Londrina com o Código de Obras de 2024 e quem assina o documento.

Todo o conteúdo foi escrito pela equipe de engenharia da Trabalho Engenharia, que elabora memoriais para obras em Londrina e região. As fontes oficiais estão linkadas ao longo do texto.

Neste guia:

  1. O que é e para que serve
  2. Quando o memorial é exigido
  3. Os 9 itens do memorial
  4. Passo a passo para fazer
  5. Modelo de memorial descritivo residencial
  6. Memorial de reforma
  7. Memorial, projeto e orçamento
  8. Prefeitura de Londrina
  9. Quem assina: ART e RRT
  10. Erros que atrasam a análise
  11. Perguntas frequentes

Memorial descritivo arquitetura: o que é e para que serve

O memorial descritivo de um projeto de arquitetura é um texto técnico organizado por assuntos, que descreve o projeto arquitetônico de forma completa. Em memorial descritivo arquitetura, a regra de ouro é que o texto converse com as pranchas. Ele registra a identificação da obra, o terreno, o partido adotado, os ambientes, os materiais, os sistemas construtivos e as normas aplicadas. Se a planta mostra um banheiro de 4,5 m², o memorial não pode falar em outra metragem.

Na prática, o memorial descritivo arquitetura cumpre quatro funções. A primeira é comunicar a intenção do projeto para quem não lê planta com facilidade, como o proprietário, o banco ou o analista da prefeitura. A segunda é definir o padrão de acabamento, o que evita que o construtor troque um porcelanato por uma cerâmica mais barata sem que ninguém perceba. A terceira é servir de base para o orçamento, porque só se orça com precisão aquilo que está especificado. A quarta é proteger as duas partes em caso de divergência, já que o contrato de obra costuma citar o memorial como anexo.

A norma brasileira que trata do projeto de arquitetura é a ABNT NBR 16636-2, que organiza as etapas e os produtos do projeto arquitetônico. O texto completo é vendido pela ABNT; vale consultar o catálogo oficial da ABNT para conferir a edição vigente antes de citar a norma em um contrato.

Engenheira de costas conferindo o projeto impresso em uma obra residencial antes de redigir o memorial descritivo
Conferência do projeto no canteiro: o memorial descritivo precisa bater com as pranchas.

Quando alguém fala em memorial descritivo arquitetura, quase sempre se refere ao documento do projeto da edificação, e não ao memorial de terreno usado em usucapião ou desmembramento. Outro ponto que gera confusão: memorial descritivo não é a mesma coisa que memorial de cálculo. O de cálculo guarda as contas de dimensionamento de estrutura, de instalações e de desempenho. O descritivo conta o que será construído e com quais materiais. Os dois podem andar juntos no mesmo projeto, mas cada um responde a uma pergunta diferente.

Quando o memorial descritivo é exigido

Não existe uma regra única para o país inteiro. Quem define a lista de documentos de um processo de aprovação é a prefeitura, por meio do Código de Obras e dos decretos que o regulamentam. Em muitos municípios o memorial entra no pacote do alvará de construção. Em outros, aparece apenas em obras maiores ou em análises específicas.

Além da prefeitura, o memorial descritivo arquitetura aparece em outras situações em que alguém precisa conferir o que será construído:

  • Financiamento de obra: bancos pedem documentos que descrevem o padrão da construção para avaliar o imóvel. Os modelos mudam de instituição para instituição, então confirme o formato vigente com o seu banco antes de produzir o documento.
  • Contratação de obra: mesmo quando nenhum órgão exige, o memorial é o melhor anexo de um contrato de empreitada, porque amarra o escopo.
  • Licitações e obras públicas: o memorial descritivo faz parte do projeto básico e do termo de referência, e a empresa vencedora executa o que está nele.
  • Regularização de imóvel: a construção já existe e o memorial descreve o que foi feito, como na regularização que antecede o habite-se.

A regra segura é perguntar, antes de contratar o projeto, a lista de documentos exigida no seu caso. Em Londrina, essa lista está no portal da prefeitura, e a próxima seção deste guia mostra onde encontrá-la.

Memorial descritivo arquitetura: os 9 itens que o documento reúne

A estrutura varia conforme o porte da obra, mas um memorial descritivo arquitetura bem feito costuma reunir nove blocos. Eles seguem a lógica de quem lê: primeiro quem e onde, depois o que, depois como.

1. Identificação da obra e dos responsáveis

Nome do empreendimento, endereço completo, proprietário, autor do projeto, número do registro profissional e data. É a capa do documento e permite que qualquer pessoa localize o processo.

2. Dados do terreno

Área, dimensões, inscrição cadastral, topografia e o que existe no entorno. Se o terreno tem desnível, o memorial diz como o projeto o resolve, com corte, aterro ou muro de contenção.

3. Partido arquitetônico e programa de necessidades

Em poucas linhas, a ideia que organiza o projeto: por que a sala fica voltada para o jardim, como a ventilação cruzada foi pensada, quantos quartos e vagas atendem a família ou o negócio. Esse trecho também registra o programa pedido pelo cliente.

4. Quadro de áreas

Área do terreno, área construída, área permeável, taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento. São os números que a prefeitura confere contra os parâmetros do zoneamento.

5. Sistema construtivo e estrutura

Tipo de fundação, estrutura de concreto armado, alvenaria de vedação, estrutura metálica ou madeira. O memorial arquitetônico cita o sistema e remete ao projeto estrutural, que traz os cálculos.

6. Cobertura e impermeabilização

Tipo de telha, inclinação, forro, calhas e rufos, além das áreas que recebem impermeabilização, como lajes, banheiros e jardineiras. É onde mais aparecem problemas depois da obra, e por isso merece detalhe.

7. Acabamentos ambiente por ambiente

Piso, rodapé, parede, teto, bancadas, louças e metais de cada cômodo. Costuma virar uma tabela, como a do modelo mais abaixo. É o bloco que o proprietário mais consulta durante a obra.

8. Esquadrias e vidros

Material (alumínio, PVC, madeira, ferro), tipo de abertura, tipo de vidro, dimensões e ferragens. Portas, janelas e portões entram com a mesma identificação usada no projeto.

9. Normas e legislação atendidas

Lista das normas técnicas e da legislação municipal que o projeto cumpre: acessibilidade conforme a ABNT NBR 9050, desempenho conforme a ABNT NBR 15575 para edificações habitacionais, representação gráfica conforme a ABNT NBR 6492 e o Código de Obras do município. Cite apenas o que de fato foi aplicado.

Memorial descritivo arquitetura passo a passo

Quem escreve um memorial descritivo arquitetura pela primeira vez costuma começar pelo texto e acabar reescrevendo tudo. O caminho mais curto é inverter: primeiro reunir as informações, depois escrever.

  • Reúna o projeto aprovado pelo cliente. Plantas, cortes, fachadas e o quadro de áreas precisam estar fechados. Escrever sobre um projeto que ainda muda gera retrabalho.
  • Levante os materiais com o proprietário. Marca de referência, cor, formato e linha de produto. Se o cliente ainda não decidiu, registre a faixa de padrão e deixe claro que a escolha final será formalizada.
  • Monte o esqueleto com os nove blocos. Títulos numerados facilitam a leitura e a consulta na obra.
  • Descreva ambiente por ambiente. Use uma tabela para os acabamentos e texto corrido para as soluções construtivas.
  • Cruze com as pranchas. Confira cada metragem, cada nome de ambiente e cada código de esquadria. Divergência entre memorial e planta é o erro mais comum.
  • Revise a linguagem. Frases diretas, verbos no futuro ("será executado") ou no presente descritivo, sem adjetivos de propaganda. Um memorial técnico não vende, descreve.
  • Assine e anexe. O profissional responsável assina e registra a ART ou o RRT, conforme a seção sobre responsabilidade técnica.

O tempo de elaboração depende do porte. Uma casa térrea costuma exigir poucos dias de trabalho quando o projeto já está fechado, enquanto um edifício com várias unidades demanda uma equipe e um cronograma próprio.

Bancada de obra com amostras de porcelanato, madeira e cores de tinta que alimentam a tabela de acabamentos do memorial
Amostras de acabamento definem a tabela de materiais do memorial descritivo.

Modelo de memorial descritivo residencial: exemplo comentado

Este é um modelo de memorial descritivo para uma casa térrea fictícia, pensado como ponto de partida. Os números e materiais são ilustrativos. O exemplo memorial descritivo arquitetura abaixo mostra o tom do texto e a organização, e deve ser adaptado ao seu projeto e à exigência do órgão que vai analisar.

1. Identificação. Residência unifamiliar térrea, localizada em lote urbano, de propriedade de [nome do proprietário], com projeto de autoria de [nome do profissional], registro [conselho e número].

2. Partido. A residência organiza-se em duas alas: social e íntima. A sala de estar e a cozinha integram-se com a varanda voltada para o quintal, garantindo ventilação cruzada. Os três dormitórios ficam na ala oposta, afastados da rua.

3. Sistema construtivo. Fundação em sapatas isoladas e vigas baldrames conforme projeto estrutural. Estrutura em concreto armado e vedação em alvenaria de blocos cerâmicos, revestida com reboco e pintura.

4. Cobertura. Telhado em telha cerâmica sobre estrutura de madeira tratada, com inclinação indicada em projeto, calhas em chapa galvanizada e rufos nos encontros com a alvenaria.

5. Acabamentos. Resumidos na tabela a seguir.

AmbientePisoParedeTeto
Sala e cozinhaPorcelanato 60×60 cm, acabamento acetinadoMassa corrida e tinta acrílica fosca, cor brancaLaje com forro de gesso e pintura PVA
DormitóriosPorcelanato 60×60 cm, acabamento acetinadoMassa corrida e tinta acrílica foscaForro de gesso e pintura PVA
BanheirosPorcelanato antiderrapante 45×45 cmCerâmica até o teto na área do box, tinta acrílica no restanteForro de PVC
VarandaPorcelanato antiderrapante de uso externoTextura acrílicaForro de madeira tratada com verniz

6. Esquadrias. Janelas em alumínio branco com vidro liso incolor de 6 mm, portas internas de madeira semioca com acabamento em pintura, porta de entrada em madeira maciça e portão de garagem em aço galvanizado.

7. Instalações. Conforme projetos elétrico, hidrossanitário e demais projetos complementares, que são parte integrante deste memorial.

8. Normas. O projeto atende ao Código de Obras do município, às condições de acessibilidade da ABNT NBR 9050 nos pontos aplicáveis e às demais normas técnicas citadas nas pranchas.

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Note que cada parágrafo remete a outro documento do projeto em vez de repetir o conteúdo. É isso que mantém o memorial curto e coerente. Para um memorial descritivo arquitetura de sobrado, basta acrescentar o item da escada e dos pavimentos.

Memorial descritivo arquitetura para reforma: o que muda

A reforma tem uma particularidade: o memorial precisa descrever o que existe e o que será alterado. Quem lê precisa separar o que fica do que sai, e a forma mais clara de fazer isso é dividir o documento em três partes.

  • Situação existente: uso, área, estado de conservação e sistema construtivo do imóvel antes da obra.
  • Intervenções previstas: demolições, construções novas, trocas de piso, mudanças de layout e novas aberturas. Qualquer parede que sai precisa estar identificada, com a informação de que não é estrutural quando for o caso.
  • Cuidados na execução: proteção de áreas vizinhas, descarte de entulho, horários de trabalho em condomínio e isolamento do canteiro.

Em apartamento, o memorial descritivo arquitetura de reforma costuma ser exigido pelo condomínio, que analisa o impacto na estrutura e nas instalações do prédio antes de autorizar a obra. Isso vale mesmo quando a prefeitura não pede nada para intervenções internas. Se a reforma mexe em parede, laje ou prumada hidráulica, o responsável técnico precisa se manifestar.

Quando a reforma aumenta a área construída, o caminho passa a ser o do projeto legal, com alvará de reforma ou ampliação. Nesse caso o memorial entra no processo como qualquer outro. Para entender o que se aplica ao seu caso, veja a página sobre alvará de construção em Londrina.

Memorial, projeto e orçamento: como os documentos conversam

Poucos guias explicam como o memorial se relaciona com os outros documentos da obra, e é aqui que muita gente se perde. Pense em quatro peças que precisam contar a mesma história, e o memorial descritivo arquitetura é a que traduz o desenho em material.

DocumentoO que respondeQuem usa
Pranchas do projetoOnde e em que dimensãoPrefeitura, construtor
Memorial descritivoCom que material e de que formaProprietário, banco, construtor, prefeitura
Planilha orçamentáriaQuanto custa cada itemProprietário e construtor
Cronograma físico-financeiroEm que ordem e prazoProprietário, banco

Se o memorial descritivo arquitetura cita porcelanato de determinado padrão e a planilha orçou uma cerâmica simples, o proprietário vai pagar a diferença durante a obra, e a discussão não tem árbitro. Se o memorial é vago, o construtor escolhe o material, e o proprietário só descobre depois. Por isso o ideal é que o mesmo profissional, ou ao menos a mesma equipe, cuide dos quatro documentos.

Existe ainda a questão da marca. Citar uma marca no memorial ajuda a fixar o padrão, mas engessa a compra. Uma solução comum é indicar a marca de referência seguida da expressão "ou equivalente técnico", definindo o que torna um material equivalente: mesma resistência, mesma classe de uso, mesmo formato e acabamento. Assim o construtor ganha liberdade sem rebaixar a qualidade.

Fachada de casa térrea recém construída em bairro de Londrina, exemplo de projeto residencial descrito em memorial
Casa térrea residencial: tipo de obra usado como exemplo no modelo de memorial.

Memorial descritivo arquitetura em Londrina: o que a prefeitura exige

Londrina tem Código de Obras novo. A Lei nº 13.904, de 27 de dezembro de 2024, instituiu o Código de Obras e Edificações do município. A aprovação de projetos, a expedição dos alvarás de construção e demolição e a legalização de obras são regulamentadas pelo Decreto nº 1.125, de 13 de setembro de 2023, que o Decreto nº 274, de 28 de fevereiro de 2024, alterou em pontos do procedimento. A Portaria Conjunta nº 1, de 29 de fevereiro de 2024, trata do Boletim de Cadastro Imobiliário (BCI).

Isso importa porque muita informação antiga ainda circula na internet, inclusive em guias de outras cidades que citam códigos de obras revogados. O portal da prefeitura mantém a legislação atualizada na página de legislação de obras de Londrina, com um aviso expresso para verificar regularmente as atualizações. Os anexos do Decreto 1.125/2023 trazem a documentação que cada tipo de processo exige, e o conteúdo detalhado dessa lista deve ser conferido nessa fonte no momento do protocolo, porque os anexos mudam.

Para o memorial descritivo arquitetura em Londrina, três cuidados práticos valem para quem constrói na cidade:

  • Use os parâmetros do zoneamento do seu lote. O quadro de áreas do memorial precisa bater com a taxa de ocupação, o coeficiente de aproveitamento e a taxa de permeabilidade permitidos para a sua zona.
  • Cite o código vigente. Se o memorial menciona uma lei municipal antiga, o analista pode pedir correção e o processo volta para a fila.
  • Confira o cadastro imobiliário. Dados do imóvel divergentes do cadastro da prefeitura travam o processo, e a portaria do BCI existe justamente para organizar essa informação.

Nosso trabalho em Londrina inclui acompanhar o protocolo e responder às exigências da análise, quando elas aparecem. Se você quer entender como o processo funciona de ponta a ponta, vale ler também o guia sobre como tirar o habite-se, que é a etapa final de qualquer obra regular.

Quem assina o memorial: ART do engenheiro e RRT do arquiteto

Um memorial descritivo arquitetura é um documento técnico e precisa de um responsável. A assinatura de um profissional habilitado vem acompanhada do registro de responsabilidade técnica, que muda conforme a profissão.

Quando o autor é engenheiro civil, o registro é a ART, Anotação de Responsabilidade Técnica, criada pela Lei nº 6.496, de 1977 e registrada no CREA. Quando o autor é arquiteto e urbanista, o registro é o RRT, Registro de Responsabilidade Técnica, previsto na Lei nº 12.378, de 2010, que criou o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Os dois cumprem a mesma função: identificar quem responde tecnicamente pelo serviço.

A diferença prática é que a ART protege também o proprietário. Se a obra foi executada fora do especificado, o registro mostra quem projetou e quem executou. Para entender o documento em detalhe, veja a nossa página sobre ART de engenheiro em Londrina.

Um erro frequente é contratar o memorial com quem não tem habilitação para assinar. O documento até pode ser lido, mas a prefeitura e o banco vão recusar. Confira sempre o registro do profissional no conselho da categoria antes de fechar o contrato.

Erros no memorial descritivo arquitetura que atrasam a análise

Depois de acompanhar processos de aprovação, alguns erros de memorial descritivo arquitetura se repetem. Eles são simples de evitar quando você sabe onde olhar.

  • Divergência com as pranchas. Áreas, nomes de ambiente e códigos de esquadria diferentes entre planta e memorial são o motivo número um de exigências.
  • Texto genérico demais. "Acabamento de primeira linha" não define nada. Diga o material, o formato e a classe de uso.
  • Memorial copiado de outro projeto. Aparece o nome de outro proprietário, outra cidade ou um ambiente que o projeto não tem. Parece detalhe, mas derruba a credibilidade do conjunto.
  • Norma citada sem aplicação. Listar dezenas de normas para impressionar faz o efeito contrário. Cite as que o projeto aplica de fato.
  • Sem assinatura ou sem registro de responsabilidade. O documento fica sem valor técnico.
  • Dados de cadastro desatualizados. Inscrição imobiliária, matrícula e área do lote divergentes dos documentos oficiais.
  • Memorial que promete o que o orçamento não cobre. A obra começa e o custo explode quando o proprietário percebe o que foi especificado.

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Perguntas frequentes sobre o memorial descritivo

O que é memorial descritivo arquitetura?

É o documento escrito que descreve o projeto arquitetônico: terreno, ambientes, materiais, acabamentos, esquadrias, cobertura e normas atendidas. Ele complementa as plantas e serve de base para aprovação, orçamento e contrato.

Qual a diferença entre memorial descritivo e memorial de cálculo?

O memorial descritivo conta o que será construído e com quais materiais. O memorial de cálculo reúne as contas de dimensionamento da estrutura e das instalações. São documentos complementares.

Quem pode fazer o memorial descritivo arquitetura?

Engenheiro civil ou arquiteto e urbanista, com registro ativo no CREA ou no CAU e emissão da ART ou do RRT. Estudantes podem redigir como exercício, mas o documento só vale perante a prefeitura ou o banco com a assinatura de um profissional habilitado.

O memorial descritivo é obrigatório para aprovar projeto na prefeitura?

Depende do município e do tipo de obra. A lista de documentos está na legislação local. Em Londrina, consulte o Decreto 1.125/2023 e o portal de aprovação de projetos da prefeitura antes de protocolar.

Existe um modelo de memorial descritivo pronto?

Existem modelos que servem de ponto de partida, como o apresentado neste guia. Um modelo copiado sem adaptação, porém, não descreve o seu projeto e costuma gerar exigências. O ideal é partir de uma estrutura padrão e preencher com os dados reais.

Quanto custa um memorial descritivo?

O valor depende do porte da obra, da quantidade de ambientes e dos projetos complementares envolvidos. Por isso a Trabalho Engenharia faz orçamento gratuito em até 24 horas, sem compromisso, depois de entender o seu caso.

Preciso de memorial descritivo para reforma de apartamento?

Muitos condomínios exigem, junto com a ART ou o RRT, para autorizar a obra. A prefeitura pode ou não pedir, conforme a intervenção. Se a reforma mexe em parede estrutural, laje ou prumada, o responsável técnico precisa se manifestar.

Memorial descritivo arquitetura: um documento curto que evita problemas longos

O memorial descritivo arquitetura não é burocracia: é o contrato entre o projeto, quem paga e quem constrói. Quando está completo, a aprovação anda, o orçamento fecha e a obra segue sem surpresa. Quando está vago, o problema aparece sempre na pior hora.

Se você precisa de um memorial para aprovar projeto, financiar ou contratar uma obra em Londrina, a equipe da Trabalho Engenharia faz o levantamento, redige o documento e emite a responsabilidade técnica. Conheça o serviço de memorial descritivo em Londrina e o nosso guia sobre o memorial descritivo de obra.

Conteúdo elaborado pela equipe de engenharia da Trabalho Engenharia, com responsabilidade técnica registrada no CREA-PR.

Fundador da Trabalho Engenharia

Escrito por Deivid Silva Santos

Fundador da Trabalho Engenharia

Engenharia civil em Londrina, com atuação em habite-se, laudos, regularização de imóveis e memoriais descritivos.

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